PARK GEUN-HYE E O PROVÁVEL FIM DA SUA CARREIRA POLÍTICA



Vamos falar de coisa séria?
Assim como qualquer nação, a Coréia do Sul tem o seu lado bom e o seu lado ruim. Há situações em que a população pode se orgulhar, assim como há situações em que podem se revoltar. E é sobre um assunto que está causando bastante irritação na população coreana que vamos falar.

Você conhece a ex presidente Park Geun-Hye? Ou pelo menos ouviu falar sobre ela?

Park Geun-Hye foi a primeira mulher a se tornar presidente em seu país, mas foi removida do cargo por um impeachment confirmado em 10 de março de 2017, após diversos escândalos de corrupção.

A ex-presidente da Coréia do Sul foi presa nesta quinta-feira (30), após sofrer o impeachment por ser suspeita de ter atuado com uma amiga para subornar grandes conglomerados empresarias.

A investigação concluiu que Park obteve uma soma de quase US$ 70 milhões de conglomerados empresariais para duas fundações em troca de favores políticos. A Samsung, por exemplo, é acusada de pagar propina em troca da aprovação do governo de Park da fusão de duas afiliadas em 2015. A ex-presidente alega que as empresas doaram voluntariamente o dinheiro e afirmou desconhecer qualquer atividade ilegal. Ela é a terceira presidente sul-coreana a ir para a prisão.

"É reconhecido que existe uma razão e necessidade para a prisão já que as principais acusações foram verificadas e há risco de que evidências sejam destruídas", afirmou a Corte Distrital Central de Seul, em um comunicado. Com o mandato, Park pode ficar detida por até 20 dias, pois ainda não foi condenada.

Park Geun-Hye pode ser condenada à prisão perpétua se for considerada culpada por ter aceitado suborno, a mais grave das acusações contra ela. Outras acusações incluem ter permitido que sua amiga Choi interferisse em assuntos do Estado e a ação do governo no naufrágio da balsa Sewol, que matou 250 estudantes em 2014.

A destituição de Park, consumada no dia 9 após a Corte Constitucional confirmar o processo de impeachment votado no Parlamento, retirou a imunidade de mandatária, abrindo caminho para que ela seja investigada criminalmente.
O primeiro-ministro Hwang Kyo-Ahn continua como presidente em exercício até as novas eleições, marcadas para o dia 9 de maio.
Com a deposição, a ex-presidente deverá terminar seus 43 anos de carreira política, iniciada sob a ditadura de seu pai, Park Chung-Hee. Ela se tornou primeira-dama após a sua mãe, Yuk Young-Soo ser assassinada em um atentado contra o então líder em 1974. Cinco anos depois, ela perdeu o pai, assassinado pelo próprio chefe de inteligência. Park Chung-Hee é considerado responsável pelas bases do desenvolvimento social e econômico sul-coreano.


Fonte: Folha de São Paulo

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